Fitoesteróis, estratégia eficaz na redução de níveis de colesterol

Atualizado: 16 de Nov de 2018


Com o avanço da ciência, o que no passado era empregado de forma empírica passou a ser estudado e as demonstrações científicas oriundas das pesquisas vieram comprovar a segurança e a eficácia de inúmeras plantas. Além da segurança e da eficácia, usualmente demonstradas por ensaios biológicos, o avanço também se deu na identificação morfológica e farmacognóstica das plantas e seus derivados. Assim, métodos de última geração estão sendo utilizados na identificação e quantificação de princípios ativos e/ou marcadores, além da avaliação da pureza e contaminação do material.



Desde início dos anos 50 estudam-se os fitoesteróis como potenciais inibidores da absorção de colesterol, contudo, só em 1995 foram adicionados a alimentos. Esses, compostos ocorrem naturalmente em plantas e são estruturalmente e funcionalmente semelhante ao colesterol. No intestino, os fitoesteróis têm a capacidade de bloquear a absorção e diminuir em partes a recirculação endógena do colesterol. Em quantidades adequadas, os fitoesteróis podem deslocar até 50% do colesterol que seria absorvido pelas micelas (moléculas pequenas o suficiente para passar por difusão através das microvilosidades intestinais e permitirem assim a absorção de lipídeos através da superfície das células intestinais).

Apesar de toda afinidade e semelhança estrutural, o fitoesterol não é absorvido pelo organismo. Após se ligar às micelas e impedir em partes a absorção do colesterol, ambos compostos não absorvidos são excretados pelas fezes. Alguns estudos mostram que a eficácia dos fitoesteróis sob a redução de níveis de colesterol não é a mesma para os diferentes alimentos fortificados, pois em alimentos mais gordurosos, provocam maiores diminuições nos níveis de colesterol LDL quando comparado a outros produtos alimentares, como leite, pão e cereais enriquecidos com os mesmos.

Paralelamente à comprovação dos benefícios proporcionados pela ingestão do fitoesterol, observa-se o crescente interesse pela utilização de alimentos funcionais que são fontes de energia e que apresentam compostos bioativos capazes de reduzir doenças.

Além do efeito hipocolesterolêmico, apresenta também ação anti-cancerígena e anti-inflamatória. Estudos atuais buscam explicar os possíveis prejuízos do consumo excessivo de fitoesteróis por meio da ingestão de alimentos enriquecidos que elevam a concentração dos esteróis vegetais no plasma sanguíneo. Estudos recentes destacam também os produtos de oxidação que são produzidos principalmente durante o processamento de alimentos e os possíveis danos quanto a sua atividade no metabolismo.



Referências: LAMOUNIER, Marina Leopoldina et al. DESENVOLVIMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE SORVETE DE AÇAÍ, GUARANÁ E BANANA ENRIQUECIDO COM FITOESTEROL. Revista Brasileira de Tecnologia Agroindustrial, v. 8, n. 2S, 2014.

BOMBO, Renata de Paula Assis. Ação dos fitoesteróis sobre lesão aterosclerótica em camundongos com ablação gênica do receptor de LDL. 2014. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.

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