Hibisco: A flor sendo uma fonte poderosa contra doenças

Atualizado: 14 de Nov de 2018



O surgimento da hipercolesterolemia esta relacionada à grande concentração de LDL no plasma sanguíneo, essa concentração pode ocorrer por um defeito no gene do receptor de LDL, gerando um “déficit” na expressão ou função dos receptores, o que acarreta a diminuição do catabolismo da lipoproteína, especialmente pelo fígado. Foram detectadas até o momento, mais de 250 mutações do receptor de LDL em portadores de hipercolesterolemia familiar.


Estudo sobre níveis séricos de colesterol total (CT) avaliados no Brasil, em regiões específicas, conduzido em nove capitais, envolvendo 8.045 indivíduos com idade mediana de 35 + 10 anos no ano de 1998, mostrou que 38% dos homens e 42% das mulheres possuem CT > 200 mg/dL. Neste estudo, os valores do CT foram mais altos no sexo feminino e nas faixas etárias mais elevadas.

O tecido adiposo também possui função endócrina, pois realiza uma produção quase exclusiva de leptina, que tem papel fundamental de desempenhar a regulação dos depósitos energéticos e da fertilidade, tendo também um papel importante no metabolismo dos hormônios esteroides.

O hibisco conhecido também como vinagreira é uma planta pertencente à família das Malváceas, que compreende cerca de 200 espécies de plantas, seu nome botânico é Hibiscus sabdariffa L. A medicina tradicional tem atribuído ao Hibiscus sabdariffa L. propriedades diuréticas, antihipertensivas, antiparasitárias e laxantes, mas nos últimos 20 anos, uma série de estudos tem conferido atividades anti-hipertensivas, hipolipemiantes e antioxidantes dos seus cálices e calículos (flores de hibisco). Os extratos ricos em flavonoides e antocianinas exercem uma atividade anti-hipertensiva significativa através da inibição da enzima conversora da angiotensina.

A espécie também apresenta uma série de compostos antioxidantes, inibindo a oxidação do LDL, o que confere ao Hibiscus sabdariffa L. uma atividade hipolipemiante. Estudos clínicos confirmam uma diminuição do colesterol e triglicérides séricos.

Essa planta vem atraindo a atenção de indústrias de alimentos e bebidas, bem como as indústrias farmacêuticas, pois estas começam a cogitar a possibilidade de exploração deste vegetal como alimento e como fonte natural de corante.

Referências:

CHAGAS, Izabella Talita et al. Efeito da ingestão de infusão das folhas de Annona muricata L.(Graviola) e Hibiscus sabdariffa L.(Hibisco) em ratos Wistar fêmeas hipercolesterolêmicas. Revista Thêma et Scientia, v. 6, n. 1, p. 106-120, 2016. SILVA, Analú Barbosa da. Caracterização antibacteriana, química e fitoquímica de flores de Hibiscus rosa-sinensis L.(mimo-de-vênus) e Hibiscus syriacus L.(hibisco-da-síria) como fonte de alimento. 2014.

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